A Prefeitura de Belém informou, nesta quarta-feira (25), que o atendimento em neurologia no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, conhecido como HPSM da 14, está funcionando normalmente. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).
De acordo com a titular da pasta, Dyjane Amaral, medidas emergenciais foram adotadas para garantir a continuidade do serviço após a interrupção registrada nos últimos dias.
Serviço foi retomado após saída de empresa
O atendimento especializado ficou suspenso por cerca de dez dias após a saída de uma empresa responsável pelo serviço, que alegou atraso de pagamentos, mesmo sem contrato ativo com o município.
Segundo a Sesma, houve tentativa de negociação, mas sem acordo. A gestão municipal afirmou que iniciou imediatamente um processo emergencial para suprir a demanda e restabelecer o atendimento.
Pacientes foram atendidos durante período
Durante o intervalo sem o serviço especializado, a secretaria informou que não houve desassistência. Os casos que exigiam avaliação neurológica foram atendidos por médicos plantonistas ou encaminhados para unidades de referência.
Entre os hospitais que receberam pacientes estão:
- Beneficente Portuguesa
- Ordem Terceira
- Hospital Barros Barreto
Essas unidades contam com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e suporte para casos de maior complexidade.
Atendimentos seguem protocolos médicos
A Sesma destacou que situações como suspeitas de AVC e crises hipertensivas são inicialmente atendidas por equipes do próprio pronto-socorro, capacitadas para estabilizar os pacientes.
O hospital também dispõe de exames de imagem, como tomografia, e realiza a regulação para outras unidades quando necessário.
Número de atendimentos e estoque de medicamentos
Durante a coletiva, a secretaria contestou informações de que cerca de 150 pacientes por dia precisariam de neurologia na unidade. Segundo a gestão, desde 13 de março foram registrados 23 atendimentos com essa demanda.
A Sesma também informou que não há falta de medicamentos no hospital. De acordo com a pasta, o abastecimento foi regularizado em fevereiro e segue mantido.