Aparelhos foram recuperados na Operação Reconecta e entregues em Belém nesta quarta-feira
A Polícia Civil do Pará (PCPA), por meio da Delegacia Especializada em Recuperação de Dispositivos Móveis (DERDM), do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) e da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM), realizou a devolução de 492 celulares a vítimas de furtos e roubos. Os aparelhos foram recuperados em ação policial durante a Operação Reconecta e entregues aos proprietários na manhã desta quarta-feira (25), em Belém.
Os proprietários dos dispositivos eletrônicos foram intimados de forma virtual a comparecer à delegacia, onde tiveram os bens restituídos. O delegado-geral adjunto da PCPA, Temmer Khayat, comentou sobre a ação.
“Hoje é mais uma fase da Operação Reconecta em que estamos fazendo a entrega de aproximadamente 500 celulares, recuperados de forma conjunta com a delegacia especializada, o NIP e a DPM”, afirmou Khayat.
Ele acrescentou que os aparelhos foram recuperados na Região Metropolitana, no interior do estado e também fora do Pará, mas as vítimas residem no Pará. “Elas, inclusive, receberam uma intimação eletrônica para comparecerem na unidade policial e ter o bem ressarcido. Essa entrega é um momento muito feliz para a Polícia Civil porque ela representa a fase final de todo um trabalho desenvolvido pelas equipes policiais e que culmina com a devolução do bem aos cidadãos”, completou o delegado.
Como a Polícia Civil recupera celulares
A delegada Fernanda Maués, titular da delegacia especializada, explicou que o trabalho começa com o registro do Boletim de Ocorrência (B.O.). “A vítima precisa procurar uma unidade policial para fazer o B.O. informando como o crime aconteceu e dando as características do aparelho. Com base nestas indicações, nós conseguimos cruzar as informações do banco de dados e localizar os celulares”, detalhou.
É importante, segundo a delegada, que os dados das vítimas estejam atualizados, como endereço, e-mail e número de telefone. “É a partir dessas informações que nós conseguimos encontrar a vítima e devolver o bem”, concluiu Maués.
O Boletim de Ocorrência é o documento que viabiliza todo o trabalho das equipes policiais. É através dele que os aparelhos recuperados são identificados pelo número IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel).
Atenção ao crime de receptação
Adquirir, portar ou comercializar aparelhos provenientes de fontes ilícitas constitui crime de receptação, previsto no Código Penal. É necessário exigir a nota fiscal de compra, que é o principal documento para atestar a legitimidade da posse de um bem.
O crime de receptação prevê pena de um a quatro anos de prisão. Em caso de revenda do aparelho, o autor pode ser enquadrado na receptação qualificada, com pena maior, de três a oito anos.
Foto: Jeniffer Terra – Ascom PC