Um filhote de onça-pintada nascido na Serra dos Carajás, em Parauapebas, no sudeste do Pará, está com o nome em aberto para escolha do público. A votação segue até esta sexta-feira (27). O animal, um macho com genética do Cerrado, nasceu no fim de dezembro.
O nascimento representa o sétimo registro da espécie no Bioparque de Parauapebas ao longo de 12 anos. O número é considerado significativo para ações de conservação, já que a onça-pintada está ameaçada de extinção. As opções disponíveis para nomear o filhote são Xingu, Tapajós e Solimões.
Enquanto aguarda a definição do nome, o animal segue em uma área reservada do recinto, sob cuidados específicos por ainda ser recém-nascido. A previsão é que ele seja apresentado ao público ainda no primeiro semestre, conforme informou o veterinário responsável.
Reprodução em cativeiro fortalece conservação
A gestação da onça-pintada varia entre três e quatro meses e, em geral, resulta em até dois filhotes. O recém-nascido é filho de Marília e Zezé, ambos com genética do Cerrado e já adaptados ao Bioparque.
O espaço acumula registros importantes na reprodução da espécie. Veja o histórico:
- 2014: Thor e Pandora (genética amazônica)
- 2016: Sheila e Leila (melânicas, também amazônicas)
- 2022: Rhudá e Rhuana (genética do Cerrado)
O novo nascimento reforça a continuidade das ações voltadas à preservação da fauna brasileira.
Espécie é a maior felina das Américas
A onça-pintada pode chegar a 1,90 metro de comprimento, cerca de 80 centímetros de altura e até 135 quilos quando adulta, sendo considerada o maior felino das Américas.
Além dela, o Bioparque de Parauapebas já registrou o nascimento de outras espécies ameaçadas, como ararajuba, arara-azul, mutum-de-penacho, gavião-real, onça-parda, queixada e anta.
O local também se destacou recentemente por ser o primeiro no Brasil a reproduzir uma harpia em exibição. Outra frente de atuação é a colaboração com o Programa de Reintrodução das Ararajubas em Belém.
Atualmente, o Bioparque reúne cerca de 360 animais de 67 espécies da fauna silvestre. O trabalho é realizado em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio de uma equipe técnica multidisciplinar.