A Assembleia Legislativa do Estado do Pará oficializou a obra do compositor paraense Tonny Brasil como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado. A proposta, de autoria do deputado estadual Elias Santiago (PT), reconhece a relevância do artista para a cultura local e consolida o tecnobrega como um dos principais símbolos da identidade paraense.
Considerado o “pai” do tecnobrega, Tonny Brasil teve papel central na construção do gênero musical ao incorporar elementos tecnológicos e sintetizadores às batidas do brega tradicional. A sonoridade criada por ele se tornou característica marcante das aparelhagens e ajudou a impulsionar o ritmo para além das periferias.
Reconhecimento valoriza o tecnobrega e a cultura popular
Com cerca de 2 mil composições, a obra de Tonny Brasil é marcada por letras voltadas ao romantismo e às celebrações cotidianas. As músicas são acompanhadas por arranjos que estimulam a dança e também evocam sentimentos de nostalgia no público.
O reconhecimento como patrimônio imaterial também reforça a importância do tecnobrega na economia criativa e nas comunidades locais, onde o gênero se consolidou como expressão cultural e fonte de renda.
Legado ultrapassa fronteiras do Pará
As composições de Tonny Brasil ganharam projeção nacional ao serem interpretadas por artistas de destaque da música brasileira. Entre eles estão Marília Mendonça, que gravou “Cúmbia do Amor”, e Joelma, conhecida por sucessos como “Dudu”.
O trabalho do compositor também foi fundamental para o crescimento de bandas e projetos musicais ligados ao tecnobrega, com destaque para a trajetória da banda Calypso, que ajudou a popularizar o ritmo em todo o país.
Tonny Brasil morreu em 2024, aos 57 anos. O artista é reconhecido como um dos principais responsáveis pela consolidação do tecnobrega, gênero que transformou a cena cultural do Pará ao unir elementos eletrônicos ao brega tradicional.