Um vídeo com uma pegadinha do Programa Silvio Santos apareceu em meio aos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso do bilionário americano Jeffrey Epstein. A presença do material chamou a atenção de brasileiros nas redes sociais, já que o conteúdo não tem relação aparente com as investigações conduzidas pelas autoridades norte-americanas.
Epstein morreu na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de comandar uma rede de abuso sexual e pedofilia, que teria envolvido pessoas influentes de seu círculo de relacionamentos. Em 2025, após pressões públicas, o governo do então presidente Donald Trump iniciou a liberação de milhões de documentos internos ligados ao caso.
Entre os milhões de páginas e milhares de vídeos tornados públicos, um usuário brasileiro da rede social X, identificado como @jocadbz, apontou a existência do vídeo do programa exibido originalmente pelo SBT.
Pegadinha tem marca d’água do SBT e risadas de Silvio Santos
O arquivo tem duração de 1 minuto e 46 segundos e foi disponibilizado em baixa resolução. Nas imagens, é possível identificar uma marca d’água do SBT, além de risadas de Silvio Santos (1930–2024), então proprietário da emissora, inseridas ao longo do vídeo.
A gravação mostra dois atores caracterizados como funcionários de manutenção. Um deles segura um extintor de incêndio e se esconde dentro de um bueiro, com a ajuda de um colega, em uma calçada. À medida que pedestres passam pelo local, o ator aciona o extintor, provocando sustos nos transeuntes.
Imagens foram parcialmente censuradas pelo Departamento de Justiça
O Departamento de Justiça dos EUA censurou os rostos e os corpos das pessoas abordadas na pegadinha, com exceção da primeira vítima. Ainda assim, é possível perceber que ao menos três dos alvos aparentam ser mulheres usando saias, que possivelmente são levantadas no momento em que o extintor é acionado.
Nem Silvio Santos nem a plateia do programa aparecem nas imagens divulgadas. O órgão norte-americano não informou a origem do vídeo, nem explicou o motivo da inclusão do material entre os arquivos relacionados ao caso Epstein.