Bloco Pato de Máscara celebra centenário da Vila da Barca no Carnaval de Belém 2026

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O Bloco Pato de Máscara realiza, em 2026, sua quarta edição no Carnaval de Belém, consolidando-se como uma iniciativa que une festa popular, memória cultural e ações sociais. Criado em 2022, o bloco foi idealizado pela juíza do trabalho Vanilza Malcher e mantém, desde a sua estreia, o compromisso de associar o carnaval de rua a práticas de inclusão social e valorização da cultura local.

Neste ano, o bloco celebra os 100 anos da Vila da Barca, tradicional comunidade ribeirinha localizada em Belém. A edição de 2026 propõe destacar a história do território e de seus moradores, incorporando elementos do cotidiano da comunidade à identidade visual e simbólica do desfile.


Vila da Barca inspira identidade visual do bloco

A homenagem ao centenário da Vila da Barca se reflete diretamente na estética do Pato de Máscara, personagem-símbolo do bloco. Em 2026, ele ganha referências visuais ligadas à vida ribeirinha amazônica, como embarcações regionais, palafitas e casas de madeira, elementos que traduzem a relação histórica da comunidade com os rios e com a cidade.

A proposta reforça o papel do carnaval como espaço de preservação da memória cultural e de reconhecimento das populações tradicionais que formam a identidade de Belém.


Homenagem a Claudio Rendeiro marca edição de 2026

A programação deste ano também presta homenagem ao juiz e humorista paraense Claudio Rendeiro, criador do personagem Epaminondas Gustavo, falecido em janeiro de 2021. O tributo marca cinco anos de sua morte e reconhece sua contribuição ao humor, à cultura popular e à comunicação no Pará.

A relação entre o bloco e a homenagem é histórica: o Pato de Máscara nasceu como uma celebração à figura de Epaminondas Gustavo e, ao longo dos anos, ampliou seu alcance para além do tributo pessoal, tornando-se um movimento cultural e solidário dentro do carnaval de rua.


Apoio comunitário e geração de renda na Vila da Barca

Outro destaque da edição de 2026 é a parceria com a Associação de Moradores da Vila da Barca. Parte da arrecadação obtida durante o evento será destinada à estruturação do espaço físico da entidade, com foco na oferta de cursos profissionalizantes e ações de capacitação voltadas à geração de renda para os moradores da comunidade.

Segundo Vanilza Malcher, o bloco vai além da folia:

“O Pato de Máscara é mais do que um bloco de Carnaval. Nasceu como homenagem ao querido amigo Epaminondas Gustavo, tornou-se expressão de solidariedade ao apoiar causas sociais relevantes e é, acima de tudo, um movimento de inclusão, com desfile matinal e percurso acessível para todas as idades.”


Desfile diurno e acessível para todas as idades

Desde as primeiras edições, o Bloco Pato de Máscara adota um formato de desfile diurno, com percurso curto e acessível, ampliando a participação de famílias, crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A proposta reforça o caráter inclusivo do bloco e sua integração com o cotidiano urbano de Belém.


Data, local e percurso do Bloco Pato de Máscara

O desfile ocorre no dia 8 de fevereiro de 2026, com concentração a partir das 8h30, na Praça Brasil, em Belém.

Durante a concentração, haverá venda de café da manhã, organizada por moradores da comunidade e apoiadores. O esquenta musical acontece entre 9h e 9h30, com apresentações da Associação Vaca Velha e da Orquestra Pipirinha. A saída do trio está prevista para 9h30, com encerramento ao meio-dia.

O percurso tem aproximadamente 1,3 quilômetro, com saída da Praça Brasil, seguindo pela avenida Senador Lemos, travessa Dom Romualdo Coelho, rua Municipalidade e travessa Dom Pedro I, retornando ao ponto inicial.


Cultura popular amazônica nas atrações musicais

A trilha sonora do bloco será conduzida por Alba Mariah, Adilson Alcântara, Pedrinho Callado e convidados, em trio de pequeno porte. A programação inclui ainda a participação da Associação Vaca Velha, de São Caetano de Odivelas, município de origem de Claudio Rendeiro.

O público também poderá acompanhar apresentações de cabeçudos, mascarados e da Orquestra Pipirinha, reunindo expressões da cultura popular amazônica e fortalecendo o diálogo entre carnaval, tradição e território.

Foto: Divulgação

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